Onze medalhas de ouro, seis de prata e 11 de bronze traduzem o tamanho da conquista de alunos do ensino fundamental ao ensino médio das Escolas Firjan SESI na Olimpíada Brasileira de Astronomia (OBA), que aconteceu nos dias 12 e 13 de novembro. Dos 28 medalhistas, 10 foram pré-selecionados para a seletiva da Olimpíada Internacional de Astronomia pela organização do evento, realizado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ), a Sociedade Astronômica Brasileira (SAB) e pela Agência Espacial Brasileira (AEB).

O recorde de medalhas foi registrado na unidade de Itaperuna, que conquistou 17, sendo seis de ouro, cinco de prata e seis de bronze. Ao todo, 117 alunos de diversas unidades das Escolas Firjan SESI concorreram com estudantes de todo o país, e enfrentaram mais de 100 escolas apenas no estado do Rio de Janeiro. Além de Itaperuna, também se destacaram as unidades de São Gonçalo com seis medalhas (duas ouros e quatro bronzes); Resende, que duas de ouro, uma de prata e uma de bronze; e Barra Mansa que teve uma medalha de ouro.

Simone Caires, analista de Educação Básica da Firjan SESI, explicou que o objetivo maior da OBA é trazer o interesse do jovem para a Astronomia, para a Astronáutica e para a ciência como um todo. Sobre o ótimo resultado na olimpíada, Simone considera que “é uma resposta ao trabalho realizado nas nossas escolas na área de ciência, que foi um empenho muito grande dos professores e dos alunos, apesar do ano difícil. As olimpíadas proporcionam aos nossos alunos e professores novos conhecimentos, novas descobertas e possibilidades no campo das ciências. “Isso estimula cada vez mais o interesse e a dedicação dos nossos alunos ao conhecimento científico e ao desenvolvimento de habilidades”, ressaltou.

Salmo Wilson Vieira de Oliveira, professor de Ciências, Biologia e Química da Escola Firjan SESI, comemorou as 17 medalhas da unidade de Itaperuna onde leciona. “A gente está colhendo os frutos de um longo trabalho, com ensinamentos sobre astronomia e a realização de gincanas e jogos, utilizando o aplicativo da OBA – perguntas e respostas. Quando as aulas eram presenciais, alguns alunos respondiam a cerca de 40 perguntas sem nenhum erro”.

Segundo o professor, toda olimpíada de ciências eleva o potencial do aluno, uma vez que o desafio desperta a vontade de aumentar o horizonte de conhecimento, que cresce através de pesquisas individuais sobre os temas. “Uma olimpíada de conhecimento é igual a qualquer olimpíada de esporte, o importante é o treinamento”, garantiu, acrescentando que ficou surpreso porque este ano alunos do 6º e do 7º ano entraram no grupo de medalhista pela primeira vez.

“Todas as escolas deveriam olhar com carinho para as olimpíadas de química, de biologia, de ciências e de astronomia, porque o propósito é um só, ampliar o horizonte do aluno”, aconselha o professor.

Próximas Etapas

As próximas etapas para a seletiva da Olimpíada Internacional de Astronomia acontecem a partir de 15 de janeiro de 2021. Todos os alunos pré-selecionados vão realizar três provas on-line, quando vão ser selecionados os 150 melhores estudantes do país. Após novo treinamento, que ainda não tem data definida, sairão os 40 alunos que irão participar das olimpíadas internacionais.

Medalha de ouro na olimpíada brasileira e pré-selecionado para a olimpíada internacional, Tiago Novaes, de 15 anos, que acabou o 9º ano na escola de Itaperuna, disse que desde criança se dedica por prazer à astronomia, gosta de observar os astros. “Essa medalha é muito importante, porque dou muito valor a essa matéria; e passar para a pré-seletiva é uma coisa muita grande”, acrescentou o aluno, que quer cursar automação, programação de robôs, mas que, antes, vai se preparar para chegar à olimpíada internacional.