A Defesa Civil Municipal de Laje do Muriaé, no Noroeste Fluminense, segue monitorando o nível do Rio Muriaé e as encostas, após as fortes chuvas ocorridas nas últimas horas, na cabeceira do canal que é situada na cidade mineira de Muriaé. Na medição das 13h40, desta sexta-feira, 19, o nível do Rio Muriaé – no perímetro de Laje – registrava 4,40 metros. O chefe interino do órgão e secretário municipal de Meio Ambiente, Paulo Sergio Terra Silva, informou ter ocorrido o aumento da cota de 12 cm em 40 minutos. O transbordo na cidade começa em 5,20 metros.
De acordo com o site Climatempo, há previsão para hoje (19) de pancadas de chuva à tarde e à noite. Temperatura mínima de 19° e máxima de 27°; possibilidade de chuva 40mm – 90%. Já o sábado (20), deve ser de sol com muitas nuvens a nublado com chuva no fim da manhã. Tarde e noite chuvosas. Temperatura mínima 20° e máxima 25°; chuva 50mm – 90%.
CABECEIRAS EM MINAS GERAIS – No município de Muriaé, em Minas Gerais, a previsão é que as chuvas permaneçam à tarde e à noite durante todo o fim de semana tendo apenas as manhãs de sol com muitas nuvens. Ventos devem variar de 50 a 70km por hora. A Defesa Civil de Muriaé também informou que está monitorando 24 horas por dia os rios que cortam Muriaé e que se as chuvas continuar há possibilidade de cheias para os próximos dias. Os moradores da cidade mineira acordaram nesta sexta-feira (19) em alerta devido as fortes chuvas que caiu na Região desde a noite de quarta-feira. Nesta madruga, várias cidades mineiras ficaram alagados e muitos moradores estão ilhados. De acordo com o Corpo de Bombeiros, as principais ruas de Orizânia ficaram completamente alagadas. A água invadiu casas e comércios. Em Divino, uma mulher morreu soterrada. A vítima foi identificada como Sheila Peres Dorneles Costa, de 44 anos. Também houve alagamento em Carangola e em Barão do Monte Alto as ruas Getúlio Vargas e Antônio Afonso Ferreira no Centro se tornaram um rio de lama. O motivo das fortes chuvas é devido a uma formação de Zona de Convergência do Atlântico Sul. Com isso, várias áreas de instabilidades se formaram desde quinta-feira, inclusive em pontos da zona da mata.
Por Lili Bustilho