O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Rio de Janeiro (SJPERJ)está solicitando ao governador do Estado do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, e aos prefeitos dos municípios, que incluem a categoria de jornalista nas prioridades para a vacinação, por ser considerada atividade essencial o trabalho desses profissionais que estão na linha de frente do enfrentamento à pandemia da COVID-19.
De acordo com Mário Sousa, Presidente do SJPERJ, os jornalistas estão desempenhando um papel primordial que é levar informações para toda a população, e nas coberturas, em contato com médicos e pacientes, se colocam em risco direto de contaminação. “O Estado do Rio de Janeiro já perdeu diversos profissionais de comunicação neste período e muitos outros que foram contaminados, conseguiram sobreviver depois de longa batalha contra a enfermidade”, ressaltou.
Esta solicitação está de acordo com a proposta da Federação Nacional dos Jornalistas – FENAJ que preconizou em documento: “A FENAJ reforça os argumentos para que os Sindicatos de Jornalistas se dirijam às respectivas autoridades locais em busca da inclusão, entre os grupos prioritários de vacinação contra a COVID-19, os jornalistas profissionais empregados em veículos públicos e privados, como jornais, revistas, sites e portais de notícias, emissoras de rádio e TV, além de freelancers que participam diariamente de coberturas jornalísticas”.
Mário Sousa destaca, reforçando a reivindicação que, numa pesquisa realizada pelo Departamento de Saúde, Previdência e Segurança da Fenaj, foi comprovado que os profissionais da imprensa estão entre as principais vítimas da Covid 19. Do início da pandemia até abril de 2021, mais de 100 profissionais morreram em decorrência da doença.
O Governo Federal também reconhece esta necessidade, conforme o Decreto 10.288, publicado em edição extraordinária do Diário Oficial da União, que diz que as atividades da imprensa são essenciais e, por isto, devem ser adotadas medidas para evitar o adoecimento dos profissionais. Assim, é responsabilidade dos governos e dos empregadores adotarem medidas de cautela para redução da transmissibilidade do vírus entre os jornalistas.
Mário afirma, ainda, que a dificuldade ao acesso das vacinas é uma realidade em todo o país, mas tem a convicção de que o governador e os prefeitos, sensibilizados com a situação da categoria, farão justiça aos profissionais de Comunicação do Estado do Rio de Janeiro.

No último dia 06 de abril, a Fenaj divulgou o dossiê “Jornalistas vitimados por Covid-19”, referentes ao primeiro trimestre de 2021, colocando o Brasil como o país com o maior número de mortes pelo novo coronavírus no mundo.

De acordo com levantamento elaborado pelo Departamento de Saúde da FENAJ, a partir de notícias e de acompanhamento pelos Sindicatos da categoria no país, 169 jornalistas morreram entre abril de 2020 e março de 2021. O dossiê também mostra que, em três meses de 2021, o número de mortes supera todo o ano de 2020, quando foram registradas 78 mortes de abril a dezembro. Este ano, são 86 vítimas, percentual 8,6% maior que no total de 2020.
Os estados com maior número de mortes de jornalistas são Amazonas, Pará e São Paulo, com 19 ocorrências cada, seguido do Rio de Janeiro (15) e Paraná (13). Na categoria, a maioria dos casos é na faixa etária dos 51 a 70 anos (54,9% das mortes) e entre homens, sendo que entre as vítimas fatais da doença, 9,8% são mulheres jornalistas.

Confira o dossiê: https://fenaj.org.br/wp-content/uploads/2021/04/DOSSIE-FENAJ-COVID19_MARCO_2021.pdf