Noroeste foi a terceira região que mais recuperou empregos perdidos no auge da pandemia

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Se neste ano o interior vem impulsionando a retomada econômica e de empregos no estado, o Noroeste Fluminense se destaca como uma das regiões que mais recuperaram vagas de trabalho fechadas no auge da pandemia, de março a julho de 2020. É o que aponta um levantamento da Gerência de Estudos Econômicos da Firjan, mostrando que a região foi a terceira do estado que mais reabriu vagas, enquanto o Norte Fluminense recuperou 70,7% no período – quase o mesmo índice da média estadual (69,1%).
Ao todo, sete das 10 regiões já recuperaram totalmente as vagas fechadas na época mais crítica da pandemia e das medidas de restrições. O Noroeste, que havia fechado 1.757 vagas entre março e julho de 2020, abriu 2.156 novas oportunidades de agosto do ano passado a julho deste ano – num percentual de recuperação de 122,7%. Neste primeiro semestre, a retomada foi puxada pela Indústria e Construção, seguida de Comércio e Serviços.
“Em junho tivemos um recorde de empregos na região, mas ainda temos que superar alguns entraves remanescentes do auge da pandemia”, disse o presidente da Firjan Noroeste Fluminense, José Magno Vargas Hoffmann.
O presidente se refere a questões também pontuadas pelo estudo da Firjan, como a falta ou o alto custo de matéria-prima. A boa notícia é que os preços médios das matérias-primas vêm demonstrando um crescimento em ritmo mais lento do que o observado anteriormente.
Norte Fluminense
Problemas que ainda afetam a recuperação plena do Norte Fluminense. A região perdeu 13.969 postos de trabalho entre março de julho de 2020, enquanto abriu 9.879 de agosto do ano passado a julho deste ano – um percentual de recuperação de 70,7%. O índice foi puxado por Campos e Macaé, que neste primeiro semestre foram, respectivamente, a terceira e a quarta cidade de todo o estado que mais geraram empregos. Os maiores empregadores foram Indústria e Construção, Agropecuária e Serviços.
“Só a vacinação plena da população será capaz de dirimir os problemas ainda causados pela pandemia”, destacou o presidente da Firjan Norte Fluminense, Francisco Roberto de Siqueira.
Ao todo, sete em cada 10 vagas fechadas em todo o Estado já foram recuperadas. Comércio (95,2%) e Indústria (86,2%) foram os que mais reabriram postos de trabalho. Serviços ainda é o setor com o maior déficit (50,2%), embora em junho tenha apresentado maior fôlego. Com a tendência de melhora, a Firjan projeta para este ano um crescimento de 3,8% do PIB fluminense.

“O Noroeste Fluminense se destaca por apresentar uma recuperação gradual e consistente dos empregos formais. Ressalta-se, além disso, uma retomada disseminada entre as atividades econômicas, que influencia na consistência da recuperação do mercado de trabalho da região. Em 2021, o município de Macaé se destaca devido à forte atividade de óleo e gás, que dinamiza toda a sua cadeia produtiva. Já Campos se destaca pela alta nas contratações do setor Agropecuário, impactado pelo crescimento no cultivo de cana-de-açúcar”, analisou o gerente de Estudos Econômicos da Firjan, Jonathas Goulart.