Murillo Gouvêa quer o Noroeste Fluminense com voz em Brasília

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Em suas viagens a Brasília em busca de recursos para o município como secretário de Governo de Itaperuna, Murillo Gouvêa logo percebeu que existe uma lacuna na capital federal do ponto de vista da representação política do Noroeste Fluminense. Disposto a preencher este vazio, desde o início do ano que o jovem está à frente de um movimento de lideranças regionais empenhadas no projeto de sua pré-candidatura a deputado federal com o desafio de fazer ecoar no Congresso Nacional as demandas de uma população que há muito não consegue eleger um deputado federal com domicílio eleitoral na região. DNA na política não lhe falta. Filho do prefeito de Itaperuna, Alfredo Paulo Marques Rodrigues, o Alfredão, Murillo fez pavimentar seu projeto para 2022 com base numa extensa folha de serviços prestados à população itaperunense na área social, tendo como marca o programa “Asfalto na Rua”, quando tirou milhares de moradores da lama e da poeira com um banho de pavimentação asfáltica em vários bairros carentes de Itaperuna. O projeto de Murillo incluiu este ano a troca do PSD pelo União Brasil. Com apoio do governador Cláudio Castro e tendo o velho Alfredão como espelho, Murillo falou de suas pretensões nesta entrevista.

Qual o conjunto de lideranças e forças políticas regionais que estão apoiando a sua pré-candidatura?

Murillo Gouvêa – Hoje, fico muito feliz de ver tantas referências regionais se juntando ao nosso projeto no Noroeste e em todo o estado. Além do nosso prefeito de Itaperuna, Alfredão, temos o apoio dos Senadores Romário e Carlos Portinho, do Deputado Jair Bittencourt, dos ex- prefeitos Branca Motta e Taninho, do ex-secretário de governo do estado, Rodrigo Bacellar, e de muitas outras lideranças que serão fundamentais no processo.

Qual o conjunto de ideias e propostas que sustenta sua pré-candidatura?

Murillo – Nossa proposta é atuar de maneira efetiva no que afeta diretamente o povo, como buscar investimentos para a infraestrutura, como asfalto, esporte, educação, saúde e também a pauta da inclusão, com a qual me identifico muito.

O senhor tem o seu pai, o Alfredão, prefeito de Itaperuna. Qual o legado dele e o que pretende empregar nesta sua experiência na política?

Murillo – Meu pai é a pessoa mais correta e trabalhadora que eu conheço. São anos dedicados a ajudar o próximo. Como gestor, o Alfredão se preocupa em trabalhar para todos, sem esquecer daqueles que se encontram em situação de maior vulnerabilidade social, o que acontece frequentemente em alguns lugares, infelizmente. O maior legado do Alfredão é esse. Ele é o prefeito do povo, e eu gostaria de ter a mesma marca.

Itaperuna tem algumas vocações importantes. Além da agricultura e pecuária, é também um pólo de confecções e mais recentemente se tornou um polo na educação de ensino superior. Quais as suas ideias e projetos para o desenvolvimento econômico regional e a geração de empregos?

Murillo – Um Deputado Federal, cargo para o qual sou pré-candidato, não tem o poder de interferir diretamente em uma gestão municipal, mas com certeza vamos buscar aquecer o comércio de Itaperuna e região, além de incentivar a entrada de novas indústrias. O Noroeste precisa melhorar sua infraestrutura. Hoje, não há sequer sinal de telefone nas estradas que ligam os municípios, ainda que tenhamos o potencial que você mesmo citou. Nós precisamos fomentar o crescimento das cidades e valorizar o profissional local.

Ultimamente Itaperuna tem sofrido a cada verão com as enchentes pelo transbordamento do Rio Muriaé. Qual a contribuição que pretende dar caso eleito?

Murillo – Essa é uma pauta extremamente importante e, ao mesmo tempo, complexa. Sabemos que o investimento necessário para o desassoreamento do Rio Muriaé é muito alto, mas não podemos permitir que o povo de Itaperuna e da região sofra mais com as enchentes. Temos como compromisso brigar por recursos para que possamos dar suporte aos governos locais e à população.

Como o senhor avalia o quadro da representação política da região?

Murillo – O Noroeste Fluminense não tem um Deputado Federal há quase 30 anos e isso é muito marcante. Ainda que tenhamos tido Deputados parceiros, além do trabalho do Deputado Estadual Jair Bittencourt na ALERJ, Itaperuna e as outras cidades precisam de um representante no Congresso Nacional. Precisam de recursos destinados à saúde, ao asfalto e demais prioridades da população.

Quais os municípios onde o senhor construiu bases de apoio a sua pré-candidatura?

Murillo – Hoje, estamos presentes em 62 cidades do estado, com pessoas muito engajadas ao nosso projeto.

Como o senhor avalia o quadro da gestão municipal de Itaperuna? Tem correspondido as expectativas da população?

Murillo – Todas as pesquisas apontam que sim. Graças a Deus, a avaliação do prefeito Alfredão é muito boa, com projetos de asfalto para toda a cidade, conseguindo o teto de recursos para a saúde, com a assistência social amparando a população mais vulnerável, com o agricultor tendo condições de trabalhar e muito mais. O prefeito é do povo e está sempre nas ruas com a mão na massa.

E quanto ao governo estadual, qual sua análise sobre a gestão do governador Cláudio Castro? O que ele tem feito de mais importante pela região?

Murillo – Avalio como muito positiva a gestão do Governador Claudio Castro. Tem sido um grande parceiro da gestão Alfredão, direcionando recursos para asfalto, através do Secretário de Cidades, Uruan Andrade, e do Rodrigo Bacellar, ex-secretário de governo. A organização administrativa feita pelo governador permitiu que investimentos chegassem ao Noroeste e dessem uma nova perspectiva para a região.

E quanto ao governo do presidente Jair Bolsonaro, qual a sua avaliação?

Murillo – Sabemos a dificuldade que é governar o país, especialmente em um momento tão complicado como o que vivemos com a pandemia mundial do Coronavírus. Infelizmente, isso afeta a gestão e impacta diretamente na vida do povo. Torço para que o caminho escolhido pelos brasileiros em outubro nos permita diminuir a inflação, resgatar os empregos e colocar comida na mesa de todos.

Na imprensa, no Congresso e na sociedade se especula sobre a possibilidade de uma ruptura institucional, caso Bolsonaro não vença as eleições. O senhor acredita que há espaço para uma ruptura?

Murillo – Não! Vivemos em democracia e assim continuará. Precisamos de comida na mesa, não de ruptura.

 

Campos 24 Horas